1 Ano em Down Under!

E ae, estou de volta!

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3 Meses depois do meu último post estou de volta para celebrar um grande momento em nossas vidas, pois agora dia 01-Dez-2015 completamos 1 ano de Austrália, e acreditam que tem dias que ainda parece que não caiu a ficha?

 

Quando olhamos para trás podemos ver o quanto nossa vida mudou. Não apenas pelo fato de estarmos distante do Brasil e da família, mas como um todo. Parece que foi ontem que cheguei aqui com uma mão na frente e a outra atrás, completamente perdido, assustado, com o jetlag estralando, mas muita disposição de começar uma vida nova do começo! Quanta gente nesse mundo tem essa opção de começar a vida de novo?

 

Um ano se passou e gostaria de compartilhar aqui algumas estatísticas desse período:

– Ainda estou no meu primeiro emprego como engenheiro, mas já descarreguei contêiner, trabalhei em obra, pintei casa…;

– Estamos no nosso terceiro apartamento;

– 8 pessoas super especiais do Brasil já nos visitaram;

– Já dirigi mais de 20 mil km;

– To indo pro segundo trabalho voluntário (o segundo falo no próximo post!);

– Visitamos umas 30 praias diferentes;

– Fizemos churrasco em pelos menos umas 10… 🙂

– Ja fizemos várias amizades, quanta gente boa que tem por aqui!

– E de diversas nacionalidades (Austrália, Russia, Grécia, Sérvia, Espanha, Índia, Nepal, Malásia, Indonésia, China, Japão, Turquia, Vietnã, Samoa, Tonga, Fiji, Tokelau, Nova Zelândia, Timor Leste, Camboja, Inglaterra, Irlanda, Itália, França, Holanda e por ai vai…).

– Fomos em vários eventos esportivos, entre eles um jogo do Chelsea FC;

– Eventos de música e culturais também;

– Pubs…e mais pubs..hahaha, coisa boa!

 

Brincadeiras à parte, é incrível ver o desenvolvimento pessoal que ocorre quando nos colocamos em uma situação como essa. Ver hoje a forma como a Aninha está, principalmente na questão do inglês (chegou aqui falando quase nada em inglês e hoje já manda bem demais), as crianças super adaptadas e arranhando também algumas frases em inglês (o Biel está com 3, mas Bibia ainda vai fazer 2 anos!!!), todo o aprendizado que envolve o processo de mudança, desde a forma de procurar um imóvel para alugar até como negociar a compra de um carro, desde decidir qual o melhor mercado para ir até saber diferenciar o que é bom do que não é…tudo isso é aprendizado!

 

Mas como aprendi um dia na vida, todo bônus vem acompanhado de um ônus. E esse ônus é o preço que pagamos de estar longe das pessoas que amamos e que ficaram no Brasil. Não é fácil perder aniversários, comemorações, reencontros e até mesmo os pequenos desentendimentos que toda boa família tem, porém temos que nos adaptar e nos adaptando vemos o lado bom da parte ruim, que é a oportunidade que estamos dando para aqueles que ficaram de vir se juntar a nós, nem que seja para uma pequena visitinha de 1 mês!!!

 

É isso…

 

Se você puder aprender apenas uma coisa com esse meu post, espero que seja: “Corra atrás de seus sonhos, pois não tem sensação mais gostosa do que ver eles se realizando bem na frente de seus olhos”!

 

Ah, mais uma coisa…começou agora a contagem regressiva para a Cidadania Australiana, pois agora faltam apenas 3 anos!

 

Ah, mais uma coisa…já já vou acrescentar mais umas coisas interessantes na lista lá de cima, porque em breve serei mais um praticante de Kite Surf, sem contar do Surf mesmo em si! Uhuuuu!

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Paz

 

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Rapidinha…

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Hoje saiu mais uma pesquisa de raking global da Economist Intellingence Unit e pelo quinto ano consecutivo, Melbourne foi presenteada com o título de melhor cidade do mundo para se viver. A Austrália tem 4 cidades no Top 10, sendo Adelaide (South Australia) em 4o, Sydney (New South Wales) em 7o e Perth (Western Australia) em 8o. Já Brisbane (Queensland) ficou um pouco atrás em 18o.

Levando em consideração que o mundo tem mais de 41 mil cidades, imagine o quanto você tem que ser bom para ficar entre as 10.

Cada um tem a mente livre para tirar suas próprias conclusões destes estudos que são divulgados, mas eu posso dizer que isso influenciou e muito a nossa decisão de vir para cá.

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Um forte abraço!

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Aposentadoria na Austrália

G’Day Mates,

Você está poupando para o futuro?

Você está poupando para o futuro?

Sei que ainda tenho muito pela frente antes de sonhar em pensar em me aposentar, mas é uma assunto extremamente importante e que deve ser planejado com pelo menos uma vida de antecedência, por isso, fica aqui a dica…

Quando cheguei na Austrália não tinha a mínima noção de como funcionaria a questão da aposentadoria aqui, mas tinha na minha cabeça que deveria ser algo mais ou menos parecido com o sistema brasileiro e estava certo.

No Brasil todos os trabalhadores com carteira assinada são automaticamente incluídos no sistema de previdência social (INSS) com alíquotas que podem ser de 8%, 9% e 11% dependendo da faixa salarial. Se você quiser complementar sua aposentadoria, você pode optar por uma previdência privada onde geralmente é você mesmo que decide o quanto quer depositar. Algumas empresas do setor privado dão esse benefício aos trabalhadores e ainda contribuem com uma parcela significativa que geralmente é igual a parcela que você mesmo coloca, claro que limitado a um teto, o que é bom demais! Lembro que a empresa que eu trabalhava tinha um plano muito bom, tanto que mesmo estando aqui agora ainda opto por contribuir…pena que eles não me ajudam mais… 🙂

Aqui na Austrália o sistema não é diferente, você também tem a previdência pública (aqui conhecida como Superannuation, mas como australiano gosta de colocar apelido em tudo, é na maioria das vezes é só chamada de “Super”) e a previdência privada.

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A alíquota padrão aqui é de 9.5% do seu salário bruto (Gross Wage) e a empresa deposita diretamente em uma conta de Superannuation de sua escolha. Essa conta não pode ser acessada por você até que você complete 65 anos, caso queira mexer, terá que pagar uma multa e o dinheiro sacado será taxado pelo imposto de renda.

Informação Importante: A grande maioria dos salários oferecidos pelas empresas em adds de empregos não levam em consideração o Super, mas é sempre bom saber o breakdown do que está sendo oferecido. Pode ser que você aceite um emprego para ganhar um salário de $100,000.00 por ano quando na verdade vai ganhar isso menos 9.5%, ou isso mais 9.5%. Por isso, atenção!

Mas e ai, quem tem esse direito?

Qualquer pessoa que tenha um visto que possibilite trabalhar, tenha mais de 18 anos e ganhe mais de $450 (bruto) por mês, não importando se você é um trabalhador temporário, part-time ou full-time.

Como disse um pouco mais acima, quando você aceita um trabalho, você na maioria dos casos, pode escolher o fundo de sua preferência, variando basicamente a forma como você gostaria que seu dinheiro fosse investido, seja através de um investimento com maior retorno atrelado (consequentemente mais riscos) ou um fundo com um menor retorno e mais conservador.

Geralmente essa escolha é feita no momento em que você assina o seu contrato de trabalho. Se no momento da assinatura você não optar por escolher um fundo, a empresa te inscreve em um fundo padrão de preferência da própria companhia.

Existem basicamente 5 tipos de fundos:

  • Industry funds: Geralmente abertos a qualquer trabalhador;
  • Retail funds: Abertos à qualquer pessoa, pertencentes a instituições financeiras;
  • Public sector funds: Abertos à trabalhadores do setor público;
  • Corporate funds: Abertos à funcionários de empresas detentoras do fundo;
  • Self-managed super funds (SMSFs): Você é o responsável pelo gerenciamento de sua aposentadoria, determinando a forma como o dinheiro deve ser investido e tal.

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Caso você ache que 9.5% é uma quantia baixa e quer colocar mais, você pode optar por fazer contribuições extraordinários, basta entrar no site do ATO (Australian Taxation Office) e seguir as instruções.

Um abração em todos vocês e vamo que vamo!

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Inverno em Sydney

G’Day Mates,

Imagino que todos que passaram pelo processo de imigração para a Austrália, em algum momento tiveram que tomar uma decisão entre ir para o Canadá ou vir para a Austrália. Eu passei, muita gente que conheci aqui passou e na maioria dos casos, a decisão de vir para a Austrália se baseou em um único fator: o clima! Mas não estou falando dos 340 dias ensolarados-sem-nenhuma-nuvem-no-céu que é o padrão de Sydney não, tô é falando do frio-lascado-de-congelar-pinguim que é um padrão do Canadá.

Acontece que quando sai do Brasil, estávamos acostumados com as altas temperaturas do RJ e Araraquara e um inverno com pouquíssimos dias de frio. Aqui ainda estamos em julho e tem feito muito frio! Já aconteceu, por vários dias, de chegar no trabalho e a temperatura estar na casa dos -2 celsius! Assustou um pouco…

Patinação no Gelo em Bondi!

Patinação no Gelo em Bondi

Perdi a conta das vezes que olhei pela janela de casa, vi aquele céu lindo e pensei: que espetáculo, olha que sol, olha que céu….olha que vento cortante, olha que frio!!!!!

Aqui vai uma curiosidade: muitas das pessoas que vem para a Austrália não sabe que aqui neva. Sim, aqui neva! Veja só essa foto aí em cima com pessoas patinando no gelo em Bondi! Tô de sacanagem, não tem neve em Bondi e esse ringue é gelo artificial, mas a Austrália tem vários Ski Resorts espalhados entre o sul de New South Wales e o norte de Victoria, os mais famosos são Thredbo e Perisher, nas famosas Snowy Mountains (500km ao sul de Sydney).

Thredbo

Thredbo

E quem quiser ver neve e não quiser dirigir 5 horas de carro pra chegar lá, tem outro jeito de ver neve? Sim! (se você der sorte). Digo isso porque nesse ano nevou aqui nas Blue Mountains..olha aí uma foto de Katoomba que fica apenas 100km de Sydney:

Snow in Katoomba

Snow in Katoomba

Então, o frio pega por aqui e muitas vezes ele ainda é intensificado porque a maioria das casas e apartamentos não tem todo aquele isolamento térmico que as construções normalmente tem em locais frios, fazendo com que você sinta bastante quando está dentro de casa, mas é pra isso que existe coberta e aquecedor né?!

Eu particularmente adoro o frio, estamos curtindo cada momento! Sem contar que a cidade fica linda com os festivais de inverno. Olha só esse outro ringue de patinação em pleno CBD:

St Mary's Cathedral

St Mary’s Cathedral

E quem pensa que o povo foge das praias no inverno, pense de novo. Não tem um dia que não tem váááários surfistas, kitesurfistas, windsurfistas, remadores, etc no marzão! Um dia chego lá….

Life in Cronulla

Life in Cronulla

Vamo que vamo que ainda tem mais 1 mês de frio pela frente.

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Custo de Vida: Parte 2

G’Day Mates!

Continuando a série de posts sobre custo de vida aqui na Terra Australis, vou comentar hoje sobre a questão da moradia. Não vou entrar ainda no detalhe dos custos de conta de luz, água, gás, internet, porque disso falarei num outro momento.

Fato curioso: Aqui se pode alugar ou comprar propriedades, como no Brasil…rs (infame!!!)

Brincadeiras a parte, Sydney está sempre no Top 10 de cidades do mundo mais caras para se morar e moradia aqui tem um papel fundamental nessa pesquisa, além de que é uma questão bem peculiar e em várias formas diferente do Brasil.

Sydney é dividida em sub-regiões (council) controlada por sub-prefeituras. Geralmente os preços de aluguel nos bairros que pertencem ao mesmo council são semelhantes, por isso você não vai encontrar uma diferença grande nos preços se quiser morar em Bondi ou Paddington (fazem parte do council de Waverley).

Como no Brasil, os bairros mais próximos ao centro são os mais caros e se o bairro que você procura fica próximo do CBD e na beira da praia, tem muita chance de ser mais caro ainda.

Sydney Councils

Sydney Councils

Compilei aqui para vocês uma lista que dá pra ter uma idéia boa do que estou falando, pensando no preço médio de aluguel para um apartamento de 2 quartos. Do mais caro para o mais barato, ok!?

Council

Aluguel Semanal

Sydney

700

Manly

700

Waverley

695

Woollahra

680

North Sydney

650

Leichhardt

630

Canada Bay

600

Hunters Hill

600

Ku-Ring-Gai

600

Willoughby

600

Mosman

598

Randwick

590

Burwood

510

Botany Bay

500

Lane Cove

500

Marrickville

500

Rockdale

493

Strathfield

480

Auburn

470

Ashfield

450

Kogarah

450

Hurstville

440

Ryde

440

Parramatta

420

Bankstown

400

Canterbury

380

Você deve ter percebido que o valor do aluguel está sendo mencionado como semanal, porque é assim que os australianos lhe cobram, então toda vez que for pesquisar o valor de um local para morar aqui, tenha em mente que será o valor anunciado x4. Sei que nem todos os meses tem 4 semanas e tal, mas é bom para ter uma idéia razoável do que está por vir.

Comprar de propriedades em Sydney já é uma outra história e o primeiro grande impacto que temos é que os valores são surreais (no sentido ruim da palavra, ou seja, caro pra car@lh#).

Vamos Comprar?

Vamos Comprar?

Dá só uma olhada…

Olha esses preços...

Olha esses preços…

Mesmo com esses preços altos, as pessoas disputam a compra de qualquer propriedade em leilões que ocorrem toda semana. Funciona assim: se você quiser comprar uma casa que viu na rua e gostou muito, você cadastra seu nome junto a imobiliária responsável pela venda e num dia e horário marcado vai para a frente da casa junto de váááárias outras pessoas e lá disputam a compra, com cada um dando sua oferta. No final, o que mais oferecer leva. Aqui em Sydney, diferente do Brasil, tem mais gente querendo comprar do que gente querendo vender…por isso essa doideira.

Muito disso está associado a taxa de juros para financiamento imobiliário aqui, que hoje gira em torno de 5.3% ao ano.

Espero que tenha dado para ter uma noção desse mercado aqui.

Um forte abraço.

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Carteira de Motorista – Mais uma Etapa Concluída

Fala galera!

Essa semana eu conclui mais uma etapa nesse nosso processo de assentamento em Oz! Sou mais um louco habilitado para dirigir. E quem diria que seria assim…

O Burocrático Procedimento...

O Burocrático Procedimento…

Quando cheguei aqui tinha claro em minha cabeça que precisaria tirar a carteira de motorista, mas dei uma de mané e não liguei no prazo em que eu teria que fazer isso. Não sei porque pensei que poderia ficar 1 ano com a minha PID (Permissão Internacional para Dirigir). Acho que me deixei enganar quando conversei com um brasileiro que estava aqui em Sydney como estudante e como naquela época ele tinha carro e eu não, acabei por aceitar o que ele me disse e confundi o que eu sabia com a informação que ele me deu..sei lá, mas tá valendo.

Nessa altura voce deve estar se perguntando: Como assim confundiu? Não é a mesma coisa?

Resposta rápida: Não.

Resposta trabalhada: Não, porque pessoas que estão na Australia com o visto de visitante ou turista podem dirigir aqui com a CNH pelo tempo de validade do visto. Já quem está aqui com visto de residente, só pode dirigir com a CNH por 3 meses! Isso mesmo, 3 meses! Eu acho que é muito pouco tempo, até porque no meu caso só fui comprar meu primeiro carro aqui com 4 meses de Austrália. Advinha quem pode brincar com o brinquedinho novo depois de comprado? A esposa linda do meu coração! Ela chegou aqui 3 meses depois de mim…hahaha! O que foi ótimo, porque assim ela pôde me levar e buscar todos os dias do trabalho (trabalho muito longe de casa!!!).

Enfim, consegui! Na segunda tentativa…quá quá quá qááááááá…

Mas e aí, como funciona esse negócio de Carteira de Motorista na Austrália?

Falando apenas na carteira para carros de passeio…

Aqui, diferente de no Brasil, você consegue sua carteira de motorista baseada num esquema de progressão. Para uma pessoa que não tinha carteira de motorista no Brasil conseguir a Full License (Carteira sem Restrições), ela terá que passar por 7 passos. São eles: (Agora para quem tem mais de 25 anos e já tinha carteira no Brasil, vá para o 3).

1. Passar o DKT (Driver Knowledge Test). É um teste feito no computador que testa seus conhecimentos de leis de trânsito. São 45 questões e você não tem um limite de tempo para terminar, só que você só pode errar 4, sendo 3 questões de conhecimento geral e 1 sobre segurança no trânsito. Agora, se voce não errar nenhuma das de Conhecimento Geral e errar 2 das de Segurança, você falha de qualquer jeito. Por isso, muita atenção!

No site do RMS (Roads & Maritime) eles disponibilizam um booklet com toda a teoria para voce estudar (veja aqui) e voce pode fazer a prova em 11 línguas diferentes…mas não tem português!

Na Apple Store e Google Play também tem um aplicativo que simula exatamente como e a prova. Eu estudei por lá e indico. E so procurar digitando RTA.

A prova custa $24 e se voce passar, recebe o item 2, que e a sua Learner License (L).

2. A Learner License (L) e uma licença para quem nunca dirigiu na vida. Você recebe ela mesmo sem ter noção nenhuma de como um carro funciona. Mas tem um porém: limitações!

Com ela você só pode dirigir acompanhado de alguém que possua uma Full License, tem que ficar no mínimo 1 ano com ela e também precisa fazer 120 horas registradas em um log book, incluindo 20 horas de direção noturna e não pode passar de 90 Km/h.

Por Full License entenda uma Carteira de Motorista Australiana. Não adianta nada o cara ter 20 anos de CNH no Brasil e achar que pode acompanhar alguém com uma carteira L. Não pode e dá uma multa braba!

Voce sendo um “L”, tem que lembrar de toda vez que for dirigir colocar a placa “L” ao lado da placa do carro…na frente e atrás..

Cumprindo isso, voce vai fazer o Driving Test.

3. O Driving Test, assim como no Brasil, é o teste de direção que você tem que fazer em um determinado trajeto. Ele foca em sua percepção para identificar situações de atenção em ruas e estradas e e cheio de pegadinhas…

Não bastasse ter que dirigir do “lado errado” da rodovia, voce ainda tem que lembrar de um monte de outras coisas que para motoristas “viciados” como eu, ja não eram tão naturais. Exemplo:

a) Toda vez que você quiser mudar de faixa na rua voce tem que dar seta, olhar o ponto cego (literalmente virar a cabeça para traz e olhar!!!!) e so depois mudar de faixa. Se não virar a cabeça, toma ferro!

b) As placas de “Pare”, significam que você tem que PARAR! Literalmente! Não pode apenas reduzir a velocidade, ver se tem perigo e se não tiver vazar..tem que parar, mesmo se voce estiver dirigindo numa terça-feira as 23:30 e não tiver uma alma viva na rua…se tiver escrito pare, tem que parar…por no mínimo 3 Mississippies…hahaha!

c) Para sair do meio-fio (“guia” para os paulistas), você tem que dar seta por no mínimo 5 segundos (5 Mississippies), olhar para o ponto cego virando a cabeça e so depois ir.

Enfim, essas são apenas algumas dicas…

No meu caso, repeti na primeira prova porque em uma interseção o avaliador me pediu para virar 90º à direita. Nesse momento já tinha um carro na minha direita e eu, super inteligente pensei, “tranquilo, o carro da minha direita tem a preferência, depois que ele seguir eu viro”. O carro seguiu, eu virei e continuei com a prova. O instrutor não falou nada…chegando de volta no RMS ele pediu para eu estacionar o carro e eu ainda pensei: “vou estacionar de ré, sé pra mostrar que eu manjo”. Depois te ter estacionado ele me chamou para conversar e me deu a noticia: FAIL! Pensei: PUTA QUE PARIU! Não adiantou nada eu ter estacionado de ré..hahahaha. Aí perguntei, “What happened?”. Ele disse: “lembra naquela interseção e tal? A preferência era sua. Existia uma placa de PARE para o outro carro, então sendo assim você causou uma situação perigosa no trânsito e eu não posso te passar”. Fiquei inconformado…mas, fazer o que! Agendei uma outra prova para a outra semana, fiquei $54 mais pobre (o custo da prova de direção), mas passei na segunda chance.

Quem tem CNH brasileira, passando nessa prova já pega a Full License. Quem não tem, vai para o passo 4.

4. P1 License (Provisional License 1) – Assim como a “L”, a “P1” também tem suas limitações. Com essa voce não precisa mais de uma pessoa full licensed com voce, voce pode dirigir por conta e risco, mas voce so pode usar o carro para:

a) Ir e voltar da escolar/faculdade/curso;

b) Ir e voltar do trabalho;

c) Procurar trabalho ou;

d) Ir e voltar de consultas médicas/tratamentos.

Você também não pode passar de 90 Km/h e tem que deixar a placa “P” junto das placas da frente e de trás do carro e tem que ficar com ela no mínimo 12 meses antes de ir para o sua P2. Mas antes da P2, voce tem que fazer o…

5. Hazard Perception Test (HPT) – Esse teste e para testar sua capacidade de responder aos tipos de perigos mais comuns nas estradas australianas. Serão mostrados 15 clipes em um computador com touch screen e em um determinado momento será mostrado algumas opções para você escolher o que faria naquele momento. Esse teste custa $84. Passando nesse teste voce pega a sua…

6. P2 License (Provisional License 2) – Assim como a “P1”, a “P2” também tem suas limitações, como não poder ultrapassar 100 Km/h, não poder encostar no seu celular (não to de sacanagem não!!!) e tem a placa P2 no seu carro próximo a placa do carro. Você tem que ficar com ela por no mínimo 2 anos.  Depois disso voce faz o…

7. DQT (Driver Qualification Test) – Que assim como os outros testes e feito no computador e e composto de 2 etapas:

a) Knowledge Test: 15 questões para testar seus conhecimentos de segurança nas estradas;

b) Hazard Perception: 10 situações de trânsito em que voce se coloca na posição do motorista, ouve a situação daquele motorista e o computador te diz o que o motorista faria. Sua tarefa é dizer se aquilo está certo ou errado.

Passando nisso, você paga $54 pela carteira com validade de 1 ano, $128 para a de 3 anos, $170 para a de 5 anos ou $316 para a de 10 anos e finalmente pega a sua Full License.

No inicio parece ser algo bem confuso, mas não e não. Voce ate passa a entender melhor o “porque” das coisas e eu pessoalmente concordo com a forma como isso e feito. No final das contas, acho que os motoristas saem mais bem qualificados.

Para quem teve preguiça de ler tudo, vou resumir que se voce tem mais de 5 anos de experiência em direção no Brasil e sua CNH não esta vencida, voce so precisa fazer o DKT (item 1) e o Driving Test (item 3).

Road Map

Road Map

Boa sorte pra quem for se aventurar!

Um abração.

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Curiosidades do Ambiente de Trabalho Australiano – Parte II

Fala ae galera, tudo bom por ai?

Tô curtindo demais entrar nas estatísticas do blog e ver que o número de acessos está aumentando bastante, principalmente também por saber que tem gente de vários países visitando, não apenas do Brasil e da Austrália como imaginei no início. Tem gente de Portugal, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Japão, Rússia, África do Sul, Noruega e por aí vai…valeu galera! O blog é feito para vocês mesmo!

Vamos trabalhar!

Vamos trabalhar!

Algumas semanas atrás, quando completei 1 semana de trabalho, escrevi um post (veja aqui) sobre alguns fatos curiosos que percebi logo que entrei na empresa. Foram coisas que me saltaram os olhos de primeira, o que acaba por reafirmar toda essa questão da diversidade que existe no mundo. Aí vem um carinha dizer: “Ah Dan, puta coisa óbvia que você tá falando hein!” É óbvio mesmo, mas muita gente só sabe o que é isso através de teoria! Sabe aquela de “vi na internet que…”. “O primo do amigo do cunhado do meu vizinho falou que…”.

Viver essa diferença é uma coisa muito surreal, pelo menos pra mim. Estou achando interessantíssimo. Só para vocês terem uma noção…

No Brasil eu trabalhava numa multinacional com 19 mil funcionários e filiais em vários países, mas no dia-a-dia convivia com brasileiros. Falar inglês era apenas quando viajávamos à negócio, recebíamos visitas, fazíamos apresentações ou num conference call pra resolver pendências. Aqui na Austrália trabalho numa empresa que apenas em meu departamento existe um grego, um indiano, um vietnamita, um taitiano e um espanhol. Sem contar todos os australianos. É ou não é um desafio? Cada um com seu sotaque, sua cultura, suas crenças e por aí vai. Depois o pessoal se pergunta se vir para a Austrália vale a pena. O que você acha?

Então, mas e as curiosidades? Vamos lá…

#1 – Não importa o quão bom é o seu inglês, você nunca vai entender tudo o que eles falam!

What?

What?

Cheguei aqui com mais de 15 anos de inglês nas costas, viagens de negócios, uma temporada fazendo High School nos EUA e vira e mexe me pego pensando: “What the f@ck did he say?”. A grande maioria das pessoas é relativamente fácil de entender, mas tem 2 australianos que ficam na minha sala que tenho que usar toda minha força de concentração para entender o que eles falam. É o sotaque mais sinistro que já vi..conseguiu ser pior que o de um irlandês amigo meu. Penso que com o tempo vou começar a entender melhor o que eles falam, mas está sendo um baita desafio. Quando vejo os australianos conversando com eles fico bobo…hahahaha.

Apenas para você ter uma idéia do que estou falando…

Nos EUA a palavra “Gostar” que se escreve “Like” se fala “Laike”, na Austrália se fala “Loike”. A palavra “Agendar” se escreve “Schedule”, nos EUA se fala “Squédiul” e aqui em Oz se fala “Chédiul”. Sem contar todas as palavras que terminam com “r” que aqui não são pronunciados..eles tem uma aversão ao “r” no fim das palavras…”Carro” não é “Car” e sim “Cá”. Ah, outra coisa no sotaque australiano que é bem curioso é que parece que todas as frases terminam com um ponto de interrogação. Essa não dá pra eu descrever aqui, fica mais aí na imaginação.

#2 – Ninguém se atrasa para reuniões!

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Não importa se quem está puxando a reunião é o diretor da fábrica ou o estagiário de plantão. Se você foi convidado, você tem que chegar no horário. E eles chegam!

De novo, parece ser algo óbvio, mas a experiência que tenho no Brasil é diferente dessa, que geralmente existe aquele atraso “tolerado” de 10 minutos, enquanto os “bobões” que chegaram no horário tem que esperar o “bonitão” que atrasa.

#3 – Reuniões com tempo reduzido.

Geralmente quando uma reunião é agendada, ela tem uma duração média de 1 hora. Algumas vezes mais, outras menos, mas essa é uma média praticada. Aqui não! Reuniões tem duração média de 30 minutos, onde o assunto é abordado sem muita cerimônia e tempo pra bate papo. As pessoas vem preparadas, o assunto é abordado, discutido, concluído e com ações atribuídas. Para que uma reunião seja de 1 hora o assunto tem que ser mais sério, complexo ou urgente. Se não for o caso, você meio que vai ficar vendo caras e bocas de insatisfação das pessoas que imaginam estar perdendo tempo com algo que não merecia aquele tempo.

Parece um pouco frio, bruto e sem educação, mas não é. Lembre-se que cada um tem seu horário e nem todos tem que bater cartão, então o povo tende a usar o tempo deles na fábrica apenas para o que é necessário de forma a concluir o trabalho e poder viver a vida fora da empresa.

Pra finalizar, uma coisa que estou aprendendo na marra…

#4 – ”Fazer matemática em inglês é bem mais difícil que em português”.

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Como assim Dan? Tá viajando? Matemática é matemática em qualquer lugar!

Sim, é verdade. Matemática é matemática e vice-versa, mas quando você está falando de fazer equações, derivadas e séries de Fourier no papel. Agora, entender uma discussão durante uma reunião sobre números diversos (faturamento, índices de reajuste, quantidade produzida, espessura de material, porcentagens, etc) é outra história Mate! Outra história total!

Tem horas que tenho que escrever os números que estou ouvindo para tentar entender de uma forma mais abrangente…hahahaha. Fazer o que!? Isso é mais uma coisa que vou melhorar com o tempo.

É isso aí! Espero que tenha gostado!

Até a próxima Mate! See ya later! (Se fala “Si iá Lairá!”) Hahaha.

.’.